sábado, 24 de julho de 2010

Submissão

No evangelho de João (10.14-16) Jesus nos diz que as suas ovelhas sempre ouvem e reconhecem a sua voz, e atenderão sempre ao seu chamado.

No mundo contemporâneo, não poucas vezes, temos testemunhado cenas cada vez mais comuns de violência e rebeldia promovidas em nome de seus ideais. Não há ordem, não há uma voz de comando, não existe compromisso com a verdade. Multidões insanas caminham a passos largos rumo a batalhas sangrentas, desprovidas de qualquer sentido ético.

Infelizmente, a desordem e os desordeiros não são restritos apenas aos movimentos sociais. A igreja também tem sofrido pela astúcia dos lobos e pelo comportamento imaturo de alguns cristãos, que permanecem ao longo dos anos em um nível pouco profundo de crescimento espiritual.

Lembro-me de ter ouvido certa vez um pregador dizer que o "inimigo de nossa alma" jamais se confronta com a igreja em campo aberto. Sua estratégia é se infiltrar em nosso meio, se utilizando de pseudos cristãos (o joio em meio ao trigo apontado por Jesus) que facilmente encontram mentes abertas as suas opiniões.

O questionamento em si não é um erro, nem tão pouco um pecado. Mas semear dúvidas que geram desconfiança e contendas sim.

A Bíblia nos ensina que o Senhor governa e exorta o seu povo através dos servos e servas levantados por Ele.

Nossos líderes (pastores, presbíteros, diáconos, líderes de ministérios, etc.) foram vocacionados pelo próprio Deus, que os constituiu apascentadores de seu rebanho, e não pela mera vontade de homens.

Muitos foram os que escreveram seus nomes na história da igreja como facciosos e inimigos da unidade. Promoveram a instabilidade da liderança por meio de comentários impróprios, atitudes rebeldes, fofocas, e no desencorajamento de irmãos quanto à participação e aprovação nas atividades da igreja.

Situações adversas das quais o próprio Jesus e posteriormente Paulo foram vítimas e nos advertiram.

Diante disso, como pastor, quero aconselhá-lo sobre como proceder diante de tais situações: A Palavra de Deus nos ensina a vivermos sempre à luz da verdade que liberta (Jo 8.32), e não a mercê de fofocas que promovem a dissolução. Se alguém lhe procurar com a finalidade de dizer o que pensa sobre líderes, faça o seguinte:

· Exorte-o a conversar pessoalmente o líder a quem se refere, para lhe falar de suas inquietações;

· Convide-o a orar, abençoando sua vida e intercedendo pela pessoa criticada (lobos não suportam isso). Torne-se um pacificador (Mt 5.9);

· Trate-o sempre com muito amor, paciência e sabedoria. Pois a resposta branda aplaca o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Pv 15.1). Ganhe seu irmão!

· Se reporte sempre ao seu líder espiritual. Deixe-o a par da situação. Nossos líderes são dignos de nossa fidelidade.

Seja sempre um mantenedor espiritual de seus líderes. Nós e nossas famílias precisamos de suas orações, amor, paciência e tolerância.

Isso é fruto de uma verdadeira consciência do governo soberano de Deus sobre sua Igreja.

Por fim, gostaria ainda de lembrá-los que, segundo Rick Warren, em seu livro Uma Igreja com Propósito, entre os principais fatores que marcam as igrejas que mais crescem no mundo estão: ministérios pastorais duradouros, propósitos ministeriais claros e submissão às autoridades constituídas por Deus.

Conto com o seu compromisso e companheirismo, para fazermos de nossa comunidade uma igreja autêntica, acolhedora e transformadora, àqueles que tem confessado a Cristo como Senhor, e aos muitos que serão acrescentados.

Do amigo e conservo,

Ari